Preço das carnes está em alta e pode subir ainda mais

preço das carnes no mercado interno apresenta tendência de alta, cenário que deve ser mantido – e até intensificado – nas próximas semanas, com efeito no churrasco de fim de ano, do qual milhares de famílias brasileiras são adeptas para celebrar o Natal e o Reveillon.

A principal razão para a subida nos preços é o grande volume de exportações de carnes brasileiras, sobretudo para a China. A potência asiática sofre com a peste suína africana, doença que atingiu cerca de 40% do rebanho naquele país, onde a carne de porco está muito presente nas refeições. Para suprir a demanda local, o governo chinês precisou recorrer à importação de outras proteínas, a exemplo da carne bovina e de frango, além, claro, de suinos. O Brasil passou a suprir parte dessa demanda, e isso ocorreu bem no momento de entressafra da produção de cortes bovinos por aqui.

Como resultado desse cenário, ao final de outubro o valor médio da carne bovina chegou a R$ 11,6 por quilo no atacado de São Paulo, preço recorde. E tem mais: nessa segunda-feira (11/11), a Arábia Saudita habilitou oito frigoríficos brasileiros para retomar a exportação de carnes ao país do Oriente Médio, o que tende a pressionar ainda mais os preços no mercado interno. Analistas estimam que o repasse de preço ao consumidor final tende a ser inevitável.

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